Domingo, Maio 18, 2008

Partir é morrer um pouco


Os versos de Mascarenhas Barreto na voz de António dos Santos. E um belo video.

Sábado, Maio 17, 2008

O Pacheco

Vejam esta peça sobre a cultura da irrelevância e digam se não é brilhante.

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Lançamentos da "Nova Águia"

Como é sabido, a revista A Águia foi uma das mais importantes do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva. A ideia de relançar a revista, agora sob o nome de NOVA ÁGUIA, pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado aos nossos tempos. Não se trata, nessa medida, de fazer uma revista voltada para o passado, meramente revivalista. Trata-se, antes, de fazer uma revista para os tempos de hoje, para o século XXI.
Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas. O tema do primeiro número é a ideia de Pátria. Orgulhamo-nos de ter conseguido o contributo de gente tão ilustre como Agustina Bessa Luís, António Cândido Franco, António Telmo, Ariano Suassuna, Dalila Pereira da Costa, Joaquim Domingues, Mário Cláudio, Miguel Real e Pinharanda Gomes, a par de muitos outros.

Primeiro Lançamento: 19 de Maio, 21h30 (Fundação José Rodrigues, Porto)

Ver lista completa de lançamentos em: www.novaaguia.blogspot.com
Para mais informações: 967044286

"Pais afectivos"

Um casal tem um desejo maluco de ter uma criança. Não pode pelas vias normais.
É simples: vai ao mercado. Nas filas da segurança social é que não, já lá há tantos que vai demorar anos.
Encontra na sala de espera de um consultório uma senhora que diz que conhece outra e até pode ser que se arranje (havia uma brasileira que andava na vida e estava precisada de massas). A coisa faz-se: dez mil euros, uma bébé. Excelente. A troca vem a ser no carro, com a intermediária. Não se querem contactos pessoais para não haver chatices. Para prevenir o futuro pede-se um escrito em que a mãe declara prescindir daquilo.
Porreiro: leva-se para casa, trata-se e cria-se como se fosse nosso. Quanto ao nome, põe-se um a gosto, como se faz aos cães.
O tempo passa.
Problemas? Venha o que vier, tudo se há-de resolver. A criança é nossa, e há o superior interesse da criança.

Petição

CIDADANIA - FAMÍLIA - CASAMENTO

Lembrar o Dia de Portugal

O Encontro Nacional de Combatentes inclui este ano uma conferência que reúne nomes de peso dos mundos político, diplomático, militar e académico.
Subordinada ao tema "Os valores da nação e o papel das Forças Armadas nas sociedades desenvolvidas", a conferência realiza-se na véspera das tradicionais celebrações do 10 de Junho junto do Monumento aos Combatentes do Ultramar (em Belém, Lisboa).
Os professores Adriano Moreira, João Ferreira do Amaral, Joaquim Aguiar, Jaime Nogueira Pinto e Carlos Gaspar, o embaixador Leonardo Matias, o general Gabriel Espírito Santo, o economista Vítor Bento ou o ex-presidente do BCP Paulo Teixeira Pinto são alguns dos oradores convidados pela organização daquelas comemorações.
A necessidade da defesa nacional, a política externa e a defesa nacional, o papel das Forças Armadas no apoio à política externa como objectivo nacional, os elementos da decisão política para o emprego da força militar, a natureza futura das operações militares, a defesa dos valores universalistas versus a defesa dos valores nacionais, as operações de apoio à paz ou as implicações possíveis para a segurança à luz da actual conjuntura nacional e externa, são assuntos a abordar pelos conferencistas.
Da agenda das comemorações do 10 de Junho, destaque para a habitual cerimónia que se realiza junto ao Monumento aos Combatentes, com o discurso este ano a cargo do professor João César das Neves.

Quinta-feira, Maio 15, 2008

População de Mora manifesta-se na Praça do Giraldo

A população de Mora desloca-se a Évora, no próximo dia 21, para protestar contra a arbitrariedade que determina o afastamento do seu concelho da área administrativa a que sempre pertenceu.
A manifestação vai ter lugar na Praça do Giraldo, a partir das 19:00.
Um abraço para os nossos conterrâneos de Mora, Cabeção, Pavia, Brotas, Malarranha e arredores...

Nivelar e formatar

Pedro Picoito e a liberdade de ensino:

"A verdadeira questão é que a esquerda teme a concorrência do ensino privado, geralmente melhor, à escola pública. E teme-a porque a escola representa o instrumento de engenharia social com que a esquerda sempre sonhou, quantas vezes contra a liberdade dos pais e dos alunos. Em nome da igualdade de oportunidades para todos, o que defende é uma igualdade na mediocridade a que só alguns podem escapar. Segundo li no "Meia Hora", o PS quer "que o filho da família mais rica possa ter confiança na escola pública". Mas não vêem os socialistas que as famílias pobres que não confiam na escola pública, e são muitas, não têm qualquer alternativa? Chamam a isto igualdade de oportunidades?"

Ex-narcóticos

João Távora e José Sócrates:

"Há uns anos, quando tomei a mesma decisão, o meu médico aconselho-me a anunciá-lo às pessoas mais próximas, familiares e colegas de trabalho, precavendo-as para um período emocionalmente instável na minha existência. No caso vertente de José Sócrates, sou levado a acreditar que ele considera todos os portugueses seus próximos, coisa que, dadas as suas funções e para mal dos nossos pecados, não deixa de ser verdade."

Dia Internacional da Família



Celebra-se hoje, 15 de Maio, o Dia Internacional da Família.

População portuguesa entrou em crescimento natural negativo

Notícia do Público de hoje:
Olhando para os dados disponíveis, nas mais recentes séries cronológicas do Instituto Nacional de Estatística (INE), que remontam a 1900, não se encontra outro ano em que em Portugal tenha acontecido o que agora se sabe que aconteceu em 2007: o número de mortes (103.727) superou o de nascimentos (102.213). A diferença é de 1514.
Para ler e meditar.

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Corrupção

A grande razão para a inutilidade do discurso anti-corrupção: ninguém o leva a sério.
Não existe na sociedade portuguesa qualquer rejeição sincera do fenómeno, nem vontade sincera de o combater.
Quando o discurso aparece, é mais que certo: trata-se de combate político. Visa-se atingir alguém, enfraquecer "os outros" para reforçar "os nossos".
Invariavelmente, se um dos "nossos" é apanhado, a tribo reage com a compreensão familiar, a protecção solidária, a desculpabilização, o sorrizinho cúmplice, o encolher de ombros.
Do mais alto ao mais baixo, a ideia geral é que não há ninguém que mexa no mel e que não lamba os dedos.
Hoje no restaurante da Assembleia da República é recebido em apoteose para um jantar o presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa. O jantar é antecedido de um Porto de Honra no terraço do edifício novo da Assembleia, e anunciam-se as presenças de muitos actuais e antigos deputados, governantes e ex-governantes.
Na passada sexta-feira, Pinto da Costa foi suspenso por dois anos da actividade de dirigente desportivo, por ilícito disciplinar de tentativa de corrupção. O mesmo senhor é ainda arguido em vários outros processos criminais com idêntico objecto que correm os seus termos nos tribunais (não correm, arrastam-se porque com protecções desta força não há nada que os faça andar a passo normal).
O acontecimento vem mesmo a calhar para o protagonista, mas será normal que o órgão de soberania Assembleia da República seja associado a isto?
(Talvez passe a ser uso corrente, lembro-me agora do acolhimento triunfal ao deputado Paulo Pedroso. Está descoberta uma nova função para a Assembleia: a de tira-nódoas, branqueador, ou detergente lava-tudo).

Há males que vêm por bem

Sócrates aproveitou para deixar de fumar em definitivo.

A cidade do sossego

Um caso sério, este bloguista de Castelo Branco.

Inconformistas

Novidades na rede.

Manifestação a favor da língua galaico-portuguesa

A Associação Galega da Língua (AGAL) promove domingo uma manifestação em Santiago de Compostela para defender o reconhecimento do galego como parte integrante da lusofonia e denunciar as políticas de normalização linguística desenvolvidas pelo Estado espanhol.
"Não temos nenhum problema que a língua galega se chame português", assegurou Alexandre Banhos Campo, da AGAL, em declarações à Lusa, alertando que "o português da Galiza está numa situação muito difícil".
"O mundo tradicional que funcionava na língua galega está em quebra", lamentou.
Os dados estatísticos que referiu indicam que "90 por cento dos galegos, com mais de 65 anos, falam português da Galiza, mas essa percentagem é muito reduzida entre os que têm menos de 20 anos".
"O processo de reconhecimento autonómico e político levou a uma espécie de oficialização da língua galega, mas o modelo que nos é imposto nas escolas e na comunicação social é baseado no padrão castelhano", afirmou Alexandre Banhos Campo.
Nesse sentido, "como o português é uma língua estrangeira para os espanhóis, a aproximação do galego à lusofonia é entendida como um delito".
"Não queremos que o galego seja uma língua estrangeira para o português", afirmou.
Alexandre Banhos Campo recordou que o Norte de Portugal e a Galiza foram "o berço da lusofonia", frisando que "o português original era a língua que se falava no século IX entre as cidades do Porto e Santiago de Compostela".
Por isso, defendeu que "o galego se confunda com o português", mantendo, no entanto, as suas especificidades próprias.
"No Rio de Janeiro fala-se de uma forma diferente da que se fala em Lisboa, mas ninguém duvida que são as duas português", frisou.
Alexandre Banhos Campo frisou que se vive na Galiza "um processo de substituição linguística que não se pode chamar de normalização".
Nesse contexto, revelou que "a Galiza está cheia de pessoas que perderam os seus postos de trabalho por dizerem que a sua língua é o português".
"Na Galiza é proibido receber as televisões portuguesas, o que, além de dever preocupar as autoridades portugueses, vai contra o que aprovou por unanimidade o parlamento galego".

Terra e Mar - Breve reflexão sobre a história universal

Editado pela Esfera do Caos, apareceu agora nas livrarias "Terra e Mar - Breve reflexão sobre a história universal", de Carl Schmitt.
Apresenta-se como um ensaio fundamental, profundo e acessível, numa tradução de referência, da responsabilidade de Alexandre Franco de Sá.

Terça-feira, Maio 13, 2008

Sócrates atrás da cortina

Viajava, porque a partir de agora acho que se quiser viajar vai ter que fretar um...

Segunda-feira, Maio 12, 2008

Posta do dia

Os telejornais das oito iniciaram as respectivas emissões com a aguardada conferência de imprensa destinada a anunciar os eleitos para o campeonato da Europa de futebol. É um momento muito importante, que marca o início dos rituais patrioteiros visíveis nestas épocas. Assim, em Junho, vamos assistir a mais uma grande manifestação de orgulho pátrio, que está cada vez mais parecido com as eleições. Nestas, bota-se o voto de quatro em quatro anos. Aquele, tira-se da gaveta também de quatro em quatro anos (ou de dois em dois, se os apuramentos correrem bem), acompanha-se com umas minis, uns tremoços e uma bandeirinha comprada no chinês.

in A Cidade do Sossego

Experimentalismos

A candidata à liderança do PSD Manuela Ferreira Leite declarou em Braga que "vai fazer a experiência" de dizer a verdade aos militantes e, depois, aos portugueses, "sem promessas eleitorais".
Uma vez não são vezes, mas ainda assim eu recomendava à senhora que tivesse cuidado. Às tantas habitua-se...

PETAS: mais um embuste governamental

Passados seis meses sobre o lançamento do programa de troca de seringas em meio prisional nem um só recluso aderiu à brincadeira. Os tótós que enxameiam os gabinetes ministeriais andam desolados.
Por seu lado, o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional veio defender o fim imediato do Programa Específico de Troca de Seringas (PETS), lançado há meio ano, nos estabelecimentos prisionais de Paços de Ferreira e Lisboa, com uma duração prevista de um ano, e que até ao momento ainda não registou qualquer adesão.
O presidente do Sindicato dos Guardas Prisionais aproveitou para sugerir o destino certo para a experiência (e dar uma bofetada de luva branca nos tótós): "não é preciso ir até ao fim, mobilizando desnecessariamente pessoas, dinheiro e meios. Se calhar, há outras coisas bem mais importantes no sistema prisional em que se deve investir".
Por mim, declaro reforçada uma convicção que já expressei a propósitos de outras questões semelhantes: tenho mais confiança no bom senso dos nossos delinquentes do que no dos nossos governantes.

Em Évora: a Direita move-se?

O PND anuncia que o Alentejo conta "com uma equipa de jovens não instalados e determinados a lutar contra o pensamento único e a corrupção", e que o seu núcleo das Novas Gerações em Évora, que tem como coordenador Paulo Fialho, "tem como objectivo principal intervir junto das escolas secundárias, alertando os jovens eborenses para a podridão que ronda o sistema político português".
O PNR tem dado nas vistas através do seu blogue local, Évora Terra Portuguesa.
É só fumaça, ou algo de novo e diferente se move na urbe de Sertório? Será que a política local deixará de estar monopolizada por duas agências de empregos (PS e PSD) e uma associação de reformados (PCP)?

Direita Social

(Sob o título acima, Manuel Brás publicou aqui mais um oportuno artigo que tomo a liberdade de reproduzir)

É costume ouvir dizer, infelizmente com razão, que a economia é uma preocupação política da direita, enquanto as questões sociais constituem a preocupação dominante da esquerda. Dito de outra forma: a direita ocupa-se do sector, sempre ingrato e imprevisível, da economia e finanças – quem previa há um ano atrás o brutal aumento dos cereais e outros géneros alimentares de primeira necessidade? – abandonando, é o termo, o destino das realidades sociais nas mãos da esquerda.
O resultado é o que temos. E é porreiro.
Não vale a pena pensar que uma nova liderança do PSD, que se avizinha, seja ela qual for, vá introduzir alguma alteração ao que tem sido o comportamento habitual ao longo de décadas nesta matéria: as prioridades vão continuar na economia e no défice. O resto é com a esquerda.
A Direita precisa de um pensamento, de um programa, de uma agenda social, que só pode contrastar com a esquerda e a direita do costume, que pensam e fazem, basicamente, o mesmo.
A Direita precisa de lançar com inteligência uma agenda de ruptura social, de criação de opinião e de oposição, coerente com as suas ideias, que coloque a sociedade civil e a sobrevivência da Nação no centro da sua luta política. Não esperemos que a sociedade pense assim para lançar as ideias e fazer a revolução. Pelo contrário: criemos oposição, combate de ideias, conquistemos os espíritos, e aí temos a sociedade connosco. Ao contrário do que se pensa, as ideias, o que as pessoas pensam, é importante na política. Tudo depende de quem lhes alimenta as ideias e o pensamento.
Temos circunstâncias históricas a nosso favor que testemunham o falhanço social da esquerda: o declínio demográfico, a desertificação do interior, a decadência do ensino, a atomização e a fragmentação da sociedade, a perda de soberania, a promiscuidade entre o sector estatal e a iniciativa privada, a tentativa de controle estatal da sociedade civil, etc.
Não deixa de ser curioso que logo no ano – 2007 – em que o Engº Sócrates ecidiu conceder umas migalhas de subsídio às famílias e à natalidade, para parecer que é um apoiante indefectível da causa, o INE regista o pior número de nascimentos – 102213 – e a mais baixa taxa de natalidade – 1,32 filhos/mulher – desde que essas coisas se contam.
Caricato, não é?
Libertemos a sociedade civil do jugo totalitário do Estado. Será preciso citar xemplos?
Libertemos os povos e as nações europeias do jugo totalitário da “União uropeia”.
Quem quiser realmente fazer a diferença e a ruptura com esta coisa não pode ter medo de que lhe chamem nomes.
Porque vão chamar.

Teria graça, se não fosse a sério

Falando na Escócia, o senhor Trevor Phillips, que lá na Grã-Bretanha é nada menos do que "chairman of the Commission of Equality and Human Rights" proclamou solenemente que essa gente do British National Party "should be treated as less than human".
Está muito bem visto. Os direitos humanos são só para humanos.

Em defesa do Castelo de Alcobaça

Por um renovado espaço de cultura, convívio e lazer, pela salvaguarda da memória colectiva e pelo desenvolvimento da região, assine e dê a assinar a petição pela requalificação do Castelo de Alcobaça!

A batalha da educação

O Movimento Algarve Pela Vida insurgiu-se contra a forma como foi realizada uma acção de prevenção na área do planeamento familiar, na escola EB 2,3 Dr. António Sousa Agostinho, de Almancil (Loulé). Em causa está a distribuição de preservativos a crianças de 11 e 12 anos.
"O Centro de Saúde enviou à escola uma enfermeira, com o beneplácito do Conselho Executivo, para uma acção de formação sumária, efectuada em breves minutos, nas várias salas de aula, e que terminou com a entrega, a cada um dos alunos, de um conjunto de três preservativos", explica Reis Cunha, do "Algarve Pela Vida", que se insurge contra o facto de "a distribuição ter sido efectuada a miúdos com 11 e 12 anos".
(Temo seriamente que os miúdos também tenham sido advertidos de que quem não fizesse uso do brinquedo era «betinho», «cocó» ou «careta»...)

Dependências

O site do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) destinado a crianças e jovens a partir dos 11 anos (http://www.tu-alinhas.pt/) contém um dicionário onde se pode aprender que «betinho», «cocó» ou «careta» é «aquele que não consome droga e, por isso, é considerado conservador, desprezível e desinteressante».
Ouvido a esse respeito, o Director do referido Instituto (que com assinalável franqueza nunca quis chamar-se "contra a Droga e a Toxicodependência) declarou que não se trata de um estímulo ao consumo.
Pois não: todos conhecemos montes de miúdos de 11 e 12 anos que adoram ser «betinhos», «cocós» ou «caretas».
Entretanto, o Dr. João Goulão mantém-se em funções e a política dele continua em vigor. É fácil de sintetizar: droguem-se, mas previnam os riscos. "É necessário dizer aos jovens que as drogas proporcionam sensações agradáveis e é por isso que as pessoas as usam, mas envolvem riscos que é necessário conhecer". Não se trata de combater a droga, mas de diminuir os riscos associados...
A política oficial é esta: abdicou-se de combater a toxicodependência, e resvalou-se para a promoção mais ou menos discreta do consumo de estupefacientes (a coisa, aliás, assegura a manutenção de uma notável rede de empregos).

Sábado, Maio 10, 2008

Fumar es un placer...


Video sobre a canção de Sara Montiel: Fumando espero...
Sinais dos tempos: olhem se fosse hoje, estava bem arranjada a cantante...

La Violetera


Recordando Sarita Montiel. Ainda haverá violeteras em Madrid?

D. Camillo, Peppone e a Pátria


Para o Senhor nada é impossível...

Tout va très bien

Hiroshima: o que o mundo nunca viu

Hiroshima : ce que le monde n'avait jamais vu

La censure américaine a caché les images de victimes

(veja dez novas fotos sobre a tragédia de Hiroshima agora reveladas)

Sexta-feira, Maio 09, 2008

Angola 1961: a eclosão do terrorismo

Esclarecimentos de um protagonista

Caros Camaradas e Amigos
Tenho vindo, de maneira superficial, a acompanhar estes comentários sobre o início do designado «terrorismo» em Angola, sobre os massacres então ali ocorridos, sobre os primeiros reforços militares enviados e respectivas actuações e, tal como já previa, acabo por constatar os mesmos lapsos ou (no mínimo) omissões que de forma lastimável, incompreensível e inadmissível se têm verificado e repetido, nomeadamente, até em registos de natureza, dimensão e importância qualitativamente muito diferentes já que "se inscreverão na história", tais como publicações e livros diversos - alguns deles (infelizmente) de autores militares -, intervenções avulsas ou contextualizadas nos "media" nacionais, programas e séries de TV em que não deixo de incluir a recente produção da autoria do jornalista J. Furtado.
Procurarei, assim, e para já exclusivamente no que respeita à questão particular referente às primeiras forças militares enviadas (mobilizadas) para Angola, após a eclosão do conflito (noite de 15/16 de Março de 1961), repor a verdade sobre os factos ocorridos com vista a clarificar os lapsos e/ou omissões acima citados, mais que não seja, como acto de muito respeito e testemunho de veneração por todos aqueles que já não se encontram entre nós, precisamente por, nesse tempo distante mas sempre tão presente, terem dado as suas vidas no cumprimento do nobre dever que só a «condição militar» (especificidade tão incompreendida e tão maltratada, até, tem vindo a ser nestes últimos tempos) obriga. Falo, como é óbvio, dos deveres para com a Pátria, mormente, o do sacrifício da vida, inscritos no Código e no Juramento de Honra do cidadão militar.
Passemos, porém, aos factos em apreço. A 16 de Março, logo que conhecidos foram pelo poder político, na (então) Metrópole, os sangrentos e criminosos actos ocorridos em Angola na data acima referida, por decisão superior foi determinado o imediato envio para ali, por via aérea em aviões da TAP, da 7ª Companhia de Caçadores Especiais - 7ªCCE (posteriormente denominada 78ª) que se encontrava sedeada no B.C.5 em Lisboa e que muito recentemente havia completado a sua instrução de aprontamento operacional no Centro de Instrução de Operações Especiais - CIOE, em Lamego. A urgência imposta revestiu tal grau que a nenhum seu militar, inclusive aos residentes em Lisboa e na sua cintura, foi autorizada a saída do quartel para contacto e despedida dos seus familiares; houve, nessa tarde, que se proceder à vacinação de todo o pessoal no Institudo de Medicina Tropical, fazer espólios, distribuir novas dotações de fardamento camuflado, distribuir armamento ligeiro e munições aos graduados e receber instruções adequadas à situação.
Esta sub-unidade era comandada pelo Capitão de Inf. Abílio Eurico Castelo da Silva, que ao princípio da noite de 16 de Março de 1961, marchou com um 1º escalão da mesma num Super-Constellation da TAP (via ilha do Sal); face à total indisponibilidade de mais qualquer aeronave da respectiva frota, nessa data, só a 18 e 19 de Março, nas mesmas condições, marcham os 2º e 3º escalões da Companhia, sendo este último comandado por mim (Alferes de Infª, cmdt do 1º Pelotão e Adj. do Cmdt.).
Esta primeira força militar rapidamente encaminhada para o teatro de operações e, normalmente, pouco citada antes quase sempre omitida, até, nas mais diversas referências e descrições, quer faladas quer escritas, àcerca do início do conflito em Angola, ocorre relativamente apreciável tempo antes, ainda, da mobilização de unidades de escalão Batalhão - e acaba por realizar, à semelhança de outras muito poucas sub-unidades para lá mobilizadas ainda antes de 15 de Março de 1961, assim como das também poucas para lá deslocadas na circunstância, missões difíceis em condições perigosas, que exigiram sacrifícios de toda a ordem num ambiente de enorme tensão e de grande e generalizada instabilidade psicológica, por que não dizer mesmo de verdadeiro pânico das populações e de muita preocupação por parte das autoridades civis e militares.
É, pois, neste quadro que a 7ª CCE cumpre múltiplas missões nos Distritos do Quanza Norte e do Uige, centradas em toda a região dos Dembos (e rio Dange), área das inúmeras e grandes roças produtoras de café, que constituíram os «alvos» preferenciais da barbárie, em pé de igualdade com a quase totalidade das pequenas povoações, algumas das quais sedes de Administrações e de Postos Administrativos, onde, em comum, se desenrolaram os mais traiçoeiros e impiedosos ataques efectuados pelo movimento dirigido por Holden Roberto, designado, então, por "União das Populações de Angola" - UPA.
Esta intervenção de grande mobilidade sobre os Dembos é realizada pela 7ªCCE (-), já que dois dos seus pelotões foram destacados para garantir a segurança da capital de Distrito do Quanza Norte (Salazar), das povoações de Dondo e de Lucala e da barragem de Cambamba à data em plena construção, e pela 6ª C Caçadores (-) com a qual se verifica idêntico emprego atribuindo-se-lhe a segurança das povoações de Quibaxe, Bula-Atumba, Pango-Aluquem entre outras. Estas forças foram, para o efeito, integradas num Comando de Batalhão (muito reduzido), denominado por "Batalhão Eventual" e cujo comando foi atribuído ao (então) Major de Infª Rebocho Vaz que, até aí, desempenhava as funções 2º Cmdt do RI de Luanda.(Recorda-se aqui que o Ten Inf Jofre Prazeres, morto poucos dias depois, era seu adjunto e pertencia, igualmente, àquele RI).
Nas acções, inicialmente desenvolvidas, sempre em condições muito complexas e sem o mínimo apoio logístico, por total inexistência de meios, o seu pessoal procede ao levantamento dos hediondos danos cometidos pelo inimigo por toda essa vasta região, tenta a identificação e trata dos inúmeros mortos encontrados, salva e recupera bastantes colonos e nativos (bailundos) assalariados nas roças, que haviam conseguido furtar-se aos ataques (chacinas) fugindo e escondendo-se na mata e noutros locais seguros, dando-lhes todo o auxílio e protecção na desesperada busca de familiares não encontrados assim como na recuperação de alguns bens mais significativos, presta socorros a feridos que surgiram nas mais díspares situações e ajuda as populações a organizar-se em autodefesa nas povoações não atacadas e não abandonadas. Simultaneamente e com frequência, efectivos seus, na exploração de notícias obtidas e na perseguição de grupos inimigos, confrontam-se e travam com eles acções de combate, sobretudo aquando vítimas de emboscadas, por norma, montadas em locais difíceis e preparados com abatises.
É neste cenário e nestas condições que, decorridos que foram cerca de 15 dias de permanência em Angola, não obstante as inúmeras baixas provocadas ao inimigo, a 7ª CCE contava já, também, com um considerável número de baixas em combate - 7 mortos e 1 desaparecido.
De entre os mortos figurava o próprio comandante, Cap. Castelo da Silva, chefe que todos, mas todos, os seus subordinados veneravam profundamente e que, por todas as formas, tentavam tomar como exemplo (morto e chacinado com outros militares, em 02 de Abril de 1961, numa emboscada sofrida no triângulo Aldeia Viçosa - Vista Alegre - Cambambe, concretamente em Cólua).
Figura ímpar nas suas dimensões de Homem e de Militar sobravam-lhe qualidades e virtudes que o tempo - não fosse todo o infortúnio desse nefasto acontecimento - inexoravelmente se encarregaria de conferir os devidos reconhecimento e realce.
Ocorre de forma inverosímil, injusta e vergonhosa que este Distinto, Valente e Exemplar Militar nem, postumamente, merecedor foi de um singelo louvor.
O historial pátrio tem inscritos, também, exemplos destes!!

Valdemar Diniz Clemente (Cor. Infª Reformado)

NOTA – O autor deste comentário pede a todo e qualquer cidadão e agradece, profundamente, que faça dele a maior divulgação já que, face ao pensamento corrente e dominante nas actuais "elites", tão distraídas, rejeitantes e altamente aleivosas desse passado nacional, o simples conhecimento destes factos assim como de tantos outros da mesma sorte, possa constituir uma salutar lufada de natureza conceptual relativa à Honra, ao Respeito e à Gratidão.
Por outro lado e da nossa parte, tal gesto representará sempre uma pequeníssima Homenagem ao Cap. Infª A. Eurico Castelo da Silva e a todos os demais militares vítimas dos repugnantes acontecimentos desse período.
Este pedido abrange a inserção em blogues que, pela sua estratégia editorial, possibilitem o esclarecimento dos acontecimentos militares de 1961 em Angola e outros semelhantes.

Quinta-feira, Maio 08, 2008

Este tempo não é para velhos

(para o semanário regionalista O Almonda, de Torres Novas)

São os consensos, os lugares comuns, as atitudes generalizadas, as banalidades e vulgaridades de uma época os traços que melhor revelam o espírito do tempo.
Ao olhar-se com olhos de ver os hábitos dos dias que correm nota-se uma solicitude suspeita em relação às poucas crianças existentes. Estas reinam, idolatradas com todos os rituais do consumismo. Porém, a veneração da infância e o culto da juventude coexistem com o desprezo da velhice. Os avós desapareceram. Foram arrecadados em escusos e distantes lares. Têm direito a uma visita rápida e envergonhada. Hoje são eles a camada mais frágil e desprotegida da sociedade.
Pudicamente designados de terceira idade, como se houvesse outra idade a seguir-se a essa, os velhos foram afastados do convívio dos outros. Nas casas não cabem. Os filhos não têm tempo. Os netos não chegam a conhecê-los.
Aparecem na televisão só aqueles que podem fingir a juventude: o octogenário que corre a maratona, os septuagenários que casaram na capela do asilo, a classe de ginástica onde a média de idades é setenta e dois anos, o grupo de teatro da terceira idade.
Não os outros. Os que são todos os dias abandonados nos hospitais, porque ninguém os quer. Os que jazem encaixotados em recolhimentos improvisados, à espera da morte. Os que passam fome. Os que são vítimas de maus tratos, físicos e psicológicos. E não se queixam, por que não podem, e ninguém o fará por eles. Aqueles, e são tantos, a quem até as poucas economias e reformas são desviadas para sustentar o padrão de consumo dos filhos.
Nas sociedades contemporâneas os velhos formam hoje um enorme continente invisível, olhado com embaraço e vergonha – e medo, porque todos se antevêem ali, desgraçados num mundo virado para a religião da juventude. Não há declarações de direitos dos velhos, nem associações de protecção ao idoso, nem se fazem campanhas de alerta e prevenção a favor deles. As crianças, as que nasceram, essas sim: para elas se concentram todas as atenções, com sinceridade ou hipocrisia. Penso que deve ser do medo. Um esforço para contratualizar o futuro. Um seguro de velhice.
Não será surpreendente se esta transacção envergonhada vier a sair frustrada. As crianças de hoje, quando amanhã forem adultos e os velhos formos nós, vão provavelmente tratar-nos como nos vêem agora a tratar os nossos velhos. O futuro pode construir-se, mas dificilmente pode comprar-se.


Manuel Azinhal
manuel.azinhal@gmail.com

Geraldo Sem Pavor

Soube de um livro que vem mesmo a calhar para os leitores cá de entre Évora e Valverde: "Geraldo Sem Pavor - Um Guerreiro de Fronteira Entre Cristãos e Muçulmanos, 1162-1176". O autor é Armando de Sousa Pereira e a editora é a interessante Fronteira do Caos, do Porto (vejam as restantes obras do catálogo).
Vejam as referências elogiosas aqui no Cachimbo de Magritte e aqui no Caceteiro.

III Colóquio luso-galaico sobre a Saudade

Em homenagem a Dalila Pereira da Costa, vai decorrer nos dias 19 e 20 de Maio, no Porto e em Viana do Castelo, o III Colóquio luso-galaico sobre a Saudade.
Veja o programa e os participantes.

Migrações Humanas nos séculos XX e XXI: razões e consequências para a Europa

O Movimento Pró-Pátria, tendo em conta a actualidade do tema, tomou a iniciativa de realizar em S. Martinho do Campo, dia 17 de Maio de 2008, uma conferência/debate sobre o tema “Migrações Humanas no século XX e XXI: razões e consequências para a Europa”.
A iniciativa decorre a partir das 15 horas do dia 17 de Maio, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de São Martinho do Campo, Santo Tirso.

Conferência: A Filosofia Portuguesa no Século XIX

No próximo dia 13 de Maio, às 15 horas, na Sociedade Histórica da Independência de Portugal (Palácio da Independência, Largo de São Domingos, em Lisboa), prossegue o ciclo dedicado à Filosofia Portuguesa no Século XIX, agora com uma conferência pelo Dr. António Braz Teixeira sobtre o tema "A reacção espiritualista: I - Vicente Ferrer Neto Paiva e o krausismo".

Partidos Politicos - Criar ou Reciclar?

Anuncia-se uma conferência-debate a ter lugar no CUPAV (Centro Universitário Padre António Vieira, na Estrada da Torre, n.º 26, em Lisboa), no dia 14 de Maio de 2008 sob o título "Partidos Politicos - Criar ou Reciclar".
O debate terá como oradores Rui Marques, fundador do novo Partido politico MEP - Movimento Esperança Portugal (www.mep.pt) e Filipe Anacoreta Correia, principal impulsionador do AR - Alternativa e Responsabilidade, movimento criado no seio do CDS com o propósito de procurar renovar por dentro o CDS (www.alternativaeresponsabilidade.com).

Manifesto de 1 de Maio de 1808

Passam hoje duzentos anos sobre o Manifesto de 1 de Maio de 1808, acto legislativo do Príncipe-Regente após a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil na sequência da invasão francesa comandada por Junot, pelo qual o Governo Legitimo e Soberano de então declarou «nulo e de nenhum efeito» o Tratado de Badajoz, assinado sob a coacção dos exércitos espanhóis e franceses, sete anos antes.
Assim foi repudiada a ocupação de Olivença por Espanha, alcançada com um acto de guerra que nem o Direito de então havia de admitir, conforme veio a explicitar o Congresso de Viena, em 1815.
Com o Manifesto de 1 de Maio de 1808, Portugal jamais reconheceu ou aceitou a ocupação de Olivença pelo Estado espanhol, posição que obteve e tem consagração constitucional.
O Manifesto, proclamação da perenidade e independência de Portugal, visto por todos os portugueses como indicação para a insurreição contra os invasores, teve para os oliventinos, em particular, o significado de que a sua Pátria não os esquecia e não os abandonava.
Duzentos anos de separação forçada não apagaram a identidade mais profunda e verdadeira de Olivença. O reencontro de Olivença e Portugal, sustentado na História, na Cultura, no Direito e na Moral, sendo uma promessa por cumprir, é desafio para ambas as margens do Guadiana.


Lx., 01-05-2008.
Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org