António de Navarro
Poeta dos mais representativos da Presença, no dizer de Régio.
Nasceu em Vilar Seco, Nelas, em 1902, faleceu em Lisboa, em 1980.
Foi-lhe atribuído o "Prémio Camilo Pessanha", no ano de 1974.
Publicou como obras finais do seu itinerário poético “O Acordar do Bronze” e “Guitarras em Madeira d’Asa”.
Sensação musical para embalo de almas
Onde a vida foi, fugitiva,
a forma inatingível,
a pura música cativa
e livre, como um sensível
alheio a nós, e sendo-nos,
há só o puro longe, o pólen
em suspensão e estige
de ausência - pétalas cismantes
recortando a sua origem
não em nós, na morte de instantes.
António de Navarro


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