Mattos Fernandes
Em tempos que já lá vão, era uso da burguesia lisboeta, como sempre vaidosa nos seus ademanes de "cosmopolita", ironizar com quem viajasse para o Alentejo advertindo que em Évora por mais que andes não encontras senão porcos, Potes e Fernandes.
As mudanças fizeram com que os porcos rareassem, os Potes e os Fernandes dispersassem... Mas lá que ainda os há, lá isso é verdade.
Vem isso a propósito da informação vinda do Emílio de Sousa sobre a realização do convívio da família Matos Fernandes. O anfitrião é Raul Miguel Rosado Fernandes, pelo que o discurso de boas vindas bem poderá ser em grego ou em latim do mais fino recorte clássico. Ou em alentejano vernáculo, que ele é bem capaz disso - fala essas línguas todas!
Ao almoço são esperados mais de mil convivas - uns mais ilustres do que outros, pois claro. Portanto, quem neste fim de semana vier a Évora, ou a Reguengos, não tem que estranhar se a cada esquina ou recanto não encontrar senão hordas de Fernandes, das várias tribos, clãs, gens e fratrias em que a espécie se reparte.


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Grupo Mattos e Fernanades
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