sábado, novembro 04, 2006

O congresso do PND

(Um valioso depoimento de Manuel Brás que copiei daqui, sem licença de ninguém)

Uma vez definidas (ou redefinidas) as traves mestras da Direita – que os partidos que a dizem representar esqueceram, se é que alguma vez as conheceram, ou ignoram por completo – chegou agora a vez de, em coerência com esse ideário, lançar um programa político, que devemos reconhecer ambicioso.
Devemos gratidão ao Dr. Manuel Monteiro por ter impulsionado todo este movimento de ideias e de acção política para a refundação da Direita. Embora este trabalho já fosse necessário há décadas, foram muitos aqueles que em 2005 reclamaram a refundação da Direita, nas ideias e na acção política. No espectro partidário só o Dr. Manuel Monteiro se atreveu a tomar a iniciativa. Os ocupantes do centro e da direita que a esquerda criou, bem se deixaram ficar sossegados a comer as migalhas que o sistema lhes oferece. O Dr. Manuel Monteiro convidou-os a realizar um Congresso, uns Estados Gerais para ver o que há em comum, para “acertar baterias”. Qual Congresso, quais Estados Gerais! Ninguém se atreveu. Está tudo satisfeito com a morte das ideias.
Não mexeram uma palha, mas criticam e denigrem aqueles que têm iniciativa e apresentam aos portugueses alternativas de Direita à muito democrática ditadura cultural e política que a esquerda impõe há mais de 40 anos, na qual eles se sentem como “peixes na água”.
Não admira pois que os Prof. Marcelos e Vascos Pulidos Valentes que por aí fazem a opinião publicada se sintam mal e reajam de forma intolerante sem, sequer, debater ideias.
Se perguntássemos hoje quais são as diferenças ideológicas entre CDS e PSD, entre PSD e PS, entre a direita e a esquerda do sistema, se perguntássemos ao Dr. Marques Mendes o que entende por social-democracia, ao Engº Sócrates e ao Dr. Louçã o que entendem por esquerda e socialismo, seguramente teríamos muito que nos rir.
É óbvio que a Direita encarna a razão e a arte de um entendimento de Homem, de sociedade, de organização temporal, e que o combate de ideias iniciado tem que continuar, nunca estará concluído. Há um grande trabalho intelectual de elucidação dos espíritos pela frente. O tempo e os homens passam, mas as ideias e os valores permanecem, e só a vida dos homens pode chegar a ofuscar essas ideias e esses valores. Foi o que sucedeu nas últimas décadas.
Mas a política não é só ideias. Precisa de acção, de presença no terreno, de contacto com as populações e de disponibilidade para isso.
Por isso, ninguém está a mais. Todos fazem falta porque todos podem ajudar de alguma forma: uns com palavras e ideias, mais à rectaguarda, outros com acção, no terreno, a mobilizar a população, outros com meios financeiros, que também fazem falta.
Não há nenhuma tarefa de implantação de ideias que seja fácil e imediata. Isto leva o seu tempo. É preciso combater e trabalhar pacientemente, marcando as diferenças, sem desistir.
Os que mais resistirem, são os que vencem.

1 Comments:

At 12:45 da manhã, Anonymous Nonas said...

Então, o PND enterra-se ou não?
Pela minha parte, Deus queira que sim, pois Deus não dorme!

 

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