segunda-feira, agosto 04, 2003

Para a net, rapidamente e em força!

Estou entusiasmado com esta coisa. Comecei eu aqui a escrever há três dias, temeroso e inseguro, e vejam só o resultado. O que era para ser um obscuro diário pessoal, falho de interesse que não fosse para o autor, está mais concorrido que um arraial popular em véspera de Santo António. Os visitantes, tendo em conta o contador, afluem em barda. Surtos de todos os lados....
Mas esta gente não tem mais nada que fazer?
Isto da net deve ter qualquer mecanismo para favorecer os principiantes. Não há outra explicação para as visitas: vir espreitar o novato. O pior é que me estragam o sossego e a intimidade do lugar. E nem deixam explicação, que já fui ver o guestbook e ninguém escreve no dito.
(Rais os partam! Atão fui eu prantar aqui o livro praquei? Ganda porra!)
Mas assim seja: se é para reunir pessoal, vamos a isto. Venham daí os amigos, conhecidos e desconhecidos. Instalai-vos, e militai na net. Quem se queixa que tem muito para dizer, e não sabe onde – aqui tem o sítio. Quem se lamenta da repressão e da censura – aproveite que aqui ainda não há. Quem procura ter voz, e não encontra altifalante, lance mão de engenho e arte – e venha pregar na rede.
Dinheiro não é preciso. Público, há mil vezes mais do que se consegue a colar cartazes para que ninguém olha, distribuir panfletos que ninguém lê, espalhar boletins pelos amigos – tudo caríssimo, em trabalho e capital – e sem retorno algum.
Camaradas, da cidade e dos campos, das escolas e das oficinas, do Carmo e da Trindade, de Mafra ou de Aveiro, da Feira ou do Porto, todos para a net, rapidamente e em força, como fez cá o Manel Alentejano. Ponham-se em rede!