segunda-feira, outubro 13, 2003

A desagregação do Berloque de Esquerda

Uma colecção de cromos que lentamente vai esgotando a sua diversidade, virando o disco para tocar o mesmo” – assim surge sinteticamente caracterizado o pitoresco agrupamento em texto assinado por Frederico Mira no “Saudades de Antero”.
Mais alguns extractos:
O Miguel Portas é outra vez candidato pelo BE às Europeias”.
Já tinha sido candidato ao Parlamento Europeu (ao Para Lamento Europeu); duas vezes ao Parlamento de Portugal (ao Para Lamento de Portugal) e até à Câmara Municipal de Lisboa”.
Ou é por vontade de deus, como diz o fado da outra, ou é galo ou os eleitores não querem mesmo eleger aquele bacano para lado nenhum”.
Aos poucos a direcção do BE matou as suas estruturas regionais, condicionou as seus quadros, tomou opções sem respeito pelas opiniões. Enfim foi gerindo as caras de meia duzia de pessoas conhecidas dos media, apoiando-se na capacidade política e interventiva de ainda menos Bloquistas, sobretudo abrigou-se na pessoa e na qualidade pessoal do Francisco Louçã”.
A partir de agora toca-se a corneta para a reunião do rebanho e toca a agenciar debates e encontros e números de propaganda com o Portas, ou, se for preciso para encher auditórios, lá irá o Francisco”.
Quem assim escreve não é nenhum tenebroso reaccionário, não senhor (fosse esse o caso e as verdades que dissesse teriam que ser imediatamente desclassificadas, como é de lei). Pelo contrário, ele é um dos fundadores do dito Bloco.
Fala do que sabe, e fala bem.