Umas perguntas
Quando vejo uma multidão embasbacada a olhar na mesma direcção, tenho sempre a tendência de olhar para outro lado.
Quase sempre acontece, como no ilusionismo, que é assim que se descortina o que mais importa.
Aconteceu-me agora o mesmo, com o espectáculo organizado à volta de Paulo Pedroso por este ter conseguido a revogação da medida preventiva que lhe tinha sido aplicada enquanto aguarda o decurso do processo em que é arguido.
Saltaram-me aos olhos algumas perguntas ainda sem resposta.
Agora em liberdade decidirá o arguido Paulo Pedroso recomeçar a exercer as suas funções políticas como se não fosse nada com ele?
Quem tem pendente contra si um processo deste teor está em condições de regressar à Assembleia da República e continuar em cargos directivos no PS?
Se regressar à Assembleia o que vai acontecer quando se puser a questão de ser chamado ao processo?
Invoca a sua imunidade parlamentar, ou será a assembleia a recusar o levantamento desta?
Na altura, já próxima, da composição das listas para o parlamento europeu o Dr. Pedroso vai apresentar-se como candidato?
E depois tomará posse no parlamento de Estrasburgo? Alguém conhece o regime de imunidades dos deputados europeus?


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