Bella Mariana
Estava Maria feliz e descuidada
Da presidência gozando o usufruto
Lá no palácio rosa da cruzada
Quando, em gesto fero e bruto,
O ministro, em reles intrigada,
Sem aviso lhe manda um substituto,
Com acto vil ferindo a alma honrada
Ainda hoje envolta em negro luto.
Mas não julgues, vilão, que já escapaste
airoso de tal feito, e que consegues
Safar-te da tramóia que arranjaste
da manha e da perfídia assim empregues.
Treme, mimoso Portas, que acordaste
A fúria e o poder dos soaregues!
P. S. (post-scriptum, pois claro): este soneto tem por título “Bella Mariana” para que se note que aqui nesta velha frente também somos lidos e cultivados, como o BOS; em vernáculo significa a expressão, literalmente, “guerras de Mário”. É pra que saibam ...


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