segunda-feira, dezembro 08, 2003

Varinas

Ó varina passa,
Passa tu primeiro!
Que és a flor da raça,
A mais séria graça
Do país inteiro.

Lisboa esquecida
Que é porto de mar
Sente a sua vida
Reconstituída
Pelo teu andar.

Vê que toda a gente
Ao ver-te, sorri.
Não sabe o que sente,
Mas fica contente
De olhar para ti.

E sobre o que pensa
Quem te vê passar,
Eterna, suspensa,
Acena a imensa
Presença do mar.


Carlos Queirós