Varinas
Ó varina passa,
Passa tu primeiro!
Que és a flor da raça,
A mais séria graça
Do país inteiro.
Lisboa esquecida
Que é porto de mar
Sente a sua vida
Reconstituída
Pelo teu andar.
Vê que toda a gente
Ao ver-te, sorri.
Não sabe o que sente,
Mas fica contente
De olhar para ti.
E sobre o que pensa
Quem te vê passar,
Eterna, suspensa,
Acena a imensa
Presença do mar.
Carlos Queirós


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