quarta-feira, dezembro 21, 2005

De entre as brumas da memória


"A guerra de África em 1895" - ou a descoberta de um Portugal tão antigo como eterno: de António Ennes, de Paiva Couceiro, de Afonso Lopes Vieira, de Mouzinho de Albuquerque, de Caldas Xavier, e de tantos outros que foram "Sabendo-o bem, sabendo-o mal,/ Poetas, ou Santos ou Heróis/ De Portugal".
"Os que, soldados da alta glória,/ Deram batalhas com um nome,/ E de cuja alma a voz da história/ Tem sede e fome".
Memórias de um tempo em que não havíamos ainda transitado de nação de missionários para nação demissionária.

2 Comments:

At 6:19 da tarde, Blogger JSM said...

'Memórias de um tempo em que ainda não tinhamos transitado de uma nação de missionários para uma nação de demissionários'.
Uma boa mensagem para esta época.

 
At 7:50 da tarde, Blogger maria said...

Já repararam nas cores lindas e sóbrias dessa bandeira? Desse azul e branco, que perdurou séculos, até serem alteradas para os horríveis verde vermelho (que nem sequer se armonizam entre elas!), introduzidas na bandeira com a república? As cores chocantes, berrantes e feias, que a nossa bandeira ostenta desde a implantação da dita, traduzem (embora na altura, a justificação fosse outra) o aspecto deselegante e piroso - para usar um termo contemporâneo - de quem as idealizou e a côr vermelha, os seres diabólicos jacobinos que estiveram, moralmente, por trás do regicídio.


Maria

 

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