De entre as brumas da memória

"A guerra de África em 1895" - ou a descoberta de um Portugal tão antigo como eterno: de António Ennes, de Paiva Couceiro, de Afonso Lopes Vieira, de Mouzinho de Albuquerque, de Caldas Xavier, e de tantos outros que foram "Sabendo-o bem, sabendo-o mal,/ Poetas, ou Santos ou Heróis/ De Portugal".
"Os que, soldados da alta glória,/ Deram batalhas com um nome,/ E de cuja alma a voz da história/ Tem sede e fome".
Memórias de um tempo em que não havíamos ainda transitado de nação de missionários para nação demissionária.

2 Comments:
'Memórias de um tempo em que ainda não tinhamos transitado de uma nação de missionários para uma nação de demissionários'.
Uma boa mensagem para esta época.
Já repararam nas cores lindas e sóbrias dessa bandeira? Desse azul e branco, que perdurou séculos, até serem alteradas para os horríveis verde vermelho (que nem sequer se armonizam entre elas!), introduzidas na bandeira com a república? As cores chocantes, berrantes e feias, que a nossa bandeira ostenta desde a implantação da dita, traduzem (embora na altura, a justificação fosse outra) o aspecto deselegante e piroso - para usar um termo contemporâneo - de quem as idealizou e a côr vermelha, os seres diabólicos jacobinos que estiveram, moralmente, por trás do regicídio.
Maria
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