quinta-feira, outubro 26, 2006

Um discurso que ninguém leu

A posse do novo Presidente do Supremo Tribunal de Justiça mereceu umas notícias avulsas na generalidade da imprensa, perdidas entre os últimos destaques das novelas.
Lendo o texto dessas notícias encontrei também umas citações do discurso de posse, claramente soltas e mal apanhadas, sem dar para perceber uma linha que fosse de qualquer pensamento expresso pelo empossado.
Em suma: quem quiser saber o que foi dito pelo Conselheiro Noronha do Nascimento deve ler o discurso.

2 Comments:

At 2:32 da tarde, Anonymous Anónimo said...

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At 5:28 da tarde, Blogger JSM said...

Já li.
Comentário: Podia não comentar, mas não resisto à passagem:"Será pois - e é sinceramente esta a nossa convicção - sobre o modelo desenhado pelos políticos da primeira geração da 2ª república, que devemos trabalhar para que a justiça portuguesa melhore e se torne um sector de referência da sociedade portuguesa"!!!
Mais um que não vai comemorar o centenário da república! É a velha teoria que acha que o Craveiro Lopes é filho do Carmona e ao mesmo tempo pai do Tomás! Um 'ponto de encontro' à escala nacional!
Este Noronha é portanto um homem de Abril, um romântico das barricadas, não percebeu que os seus companheiros de luta enriqueceram, quase todos à custa do Orçamento, que os filhinhos estudaram lá fora, não querem saber da política para nada, e que as respectivas patroas sonham com tudo menos com esse passado desgrenhado. Isto não é luta de classes, é inveja, ambição desmedida, pouca ou nenhuma nobreza, são coisas do homem, do ser humano.
Ora esta gente instalada, não na segunda, não na terceira, mas a caminho da quarta república quer é conservar ou será melhor dizer, preservar, as suas conquistas e para isso precisa de um sistema judiciário compatível. Nessa linha se enquadra o novo pacto para a justiça com letra pequena, com o poder político a preencher os tribunais com os juizes mais convenientes.
O que quer dizer que o nosso Noronha ou se deixa de romantismos ou não aquece o lugar.
E já me esquecia, existem muitas questões de natureza organizacional que podem de facto desentupir os tribunais, mas o problema da justiça em Portugal é, ao contrário do que pensa o ilustre conselheiro - estrutural.
Para o dono do blog, obrigado por me ter conduzido a tão esclarecedora tomada de posse.

 

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