terça-feira, novembro 21, 2006

Memória


Aproveitando o Projecto Memória: o Largo da Porta de Moura, um espaço da infância do Manuel Azinhal.
Em primeiro plano a fonte, ao fundo a casa Cordovil.

4 Comments:

At 6:01 da tarde, Blogger maria said...

E o que faz uma espécie de corêto pequenino (não sei se lhe hei-de dar este nome) com o que me parecem ser arcos à sec. quinze ou dezasseis, por cima do que me parece ser uma garagem adaptada, paredes meias com uma construção do séc. 18 ou 19 - não me parece que seja dezoito (mas por outro é estranho que o não seja porque o Alentejo está cheio delas e esta tem todas as características a elas inerentes, menos as janelas e os varandins), porque as portadas das janelas já são à dezanove, excepto se foram entretanto modificadas e ao lado de um jardim em altura (outra gracinha que muito raramente ainda se vai vendo em Lisboa)? Um Largo que é uma delícia de se ver.

 
At 6:45 da tarde, Blogger maria said...

"...janelas à séc. dezanove..." ou já à vinte, acrescentaria, porque me parece ver nelas o horrível alumínio que 'assaltou' as janelas dos prédios modernos ou os que vão restaurando (de todos os séculos sem excepção) e não a bela madeira com que normalmente elas são/eram emolduradas, o que lhes retira toda a beleza que as construções do sec. dezoito possuem e que verdadeiramente são de uma beleza sem par.
O que tem acontecido no restauro dos prédios da Baixa lisboeta, nos bairros típicos e por esse País fora, na maioria dos casos não em todos felizmente, são crimes dos maiores que a nossa belíssima arquitectura tem sofrido sem que os autores destes atentados sejam chamados à pedra e já só me estou a referir aos prédios do princípio do sec. vinte, Prémios Valmôr por exemplo - sobretudo o período Art Nouveau - jamais sofreu. Para não falar dos mamarrachos que têm substituído verdadeiras jóias da arquitectura que sistemàticamente e desde há 30 anos têm deitado criminosamente abaixo, sem que os próprios arquitectos e/ou a respectiva Ordem abram sequer o bico para travar esta hacatombe. Basta só citar a Av. da Républica para quase chorarmos de desgosto. Obras de arte perdidas para sempre.
Mas, voltando a esta linda moradia da fotografia e porque não se percebe lá muito bem, poderia estar enganada e estarmos perante as verdadeiras e belas janelas setecentistas de guilhotina... mas quer-me parecer que não.

Desculpe não ter assinado o comentário anterior, por distração.

Maria.

 
At 6:53 da tarde, Blogger Manuel said...

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At 6:57 da tarde, Blogger Manuel said...

O conjunto constitui uma unidade, ou seja vê-se o corpo da casa de habitação do nosso lado esquerdo, em dois pisos, ao centro a varanda, mesmo por cima do portão do quintal, e o quintal do lado direito, onde cresce uma palmeira que ultrapassou em altura o muro, encimado por ameias decorativas.
A varanda, em terraço e com os arcos que a Maria refere, é o elemento mais original e gracioso do conjunto da Casa Cordovil.
Quanto às janelas, são autênticas e de madeira - ainda hoje.

 

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