quinta-feira, novembro 27, 2008

Pablo La Noche

Para aqueles leitores que cultivam a funesta mania de ler romances, que já Camilo fustigava, atrevo-me a fazer nesta quadra pré-natalícia uma recomendação surpresa: descubram Marcello Mathias (não o filho, mas o pai).
Surgiu há pouco nas livrarias, editado pela Quetzal, uma nova edição do romance "Pablo La Noche", de Marcello Mathias.
A obra apareceu originalmente em 1973, com o título "Lusco-Fusco", sendo o autor identificado como Pablo La Noche.
Ninguém sabia à época quem fosse o misterioso escritor que se acobertava com tal pseudónimo (Pablo La Noche é também o nome do narrador e personagem central do romance), e o livro fez alguma sensação nos meios literários lusos. Foi então o vencedor do prestigiado Prémio Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências.
Já em 1976, o romance foi editado em França, pela Robert Laffont, tendo aí o título "Pablo La Noche". Obteve então o Prémio Rayonnement Français da Academia Francesa.
Depois foi o esquecimento.
Entretanto decorreram 35 anos, sem que o Embaixador Marcello Mathias (1903-1999) reincidisse na ficção (nem na poesia, em que também fez incursão esporádica). Só surgiu entretanto uma obra mais expectável da sua imagem de homem público: a sua correspondência com Salazar.
Agora, "Pablo La Noche" está de novo disponível e sujeito ao escrutínio de todos os amadores das letras. Vão por mim: é uma boa surpresa. Na Quetzal.

1 Comments:

At 3:40 da manhã, Blogger Palha-Assado said...

Olá, estou precisamente a acabar de ler o livro, e com certeza que tem vindo a ser uma surpresa. Despertou-me o interesse de ler o livro, por o Embaixador Marcello Mathias ter sido meu conterrãneo. Aliás a casa dele seria meu vizinho se fosse vivo, e quando digo vizinho é 5 metros da minha casa. Conheço como é obvio os seus familiares, mas nao tive o prazer de Marcello. Conheço alguns dos locais que ele cita, na terra de Maria Moça, que era a terra dele, como por exemplo a Argunte. O livro está sem duvida muito bom.

 

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