sexta-feira, março 06, 2009

Grandes cromos!

O que se há-de dizer de uns sujeitos com idade que as convenções mandar ser já de ter juízo e que vamos encontrar extasiados à volta de umas cadernetas de cromos - como aqueles miúdos de joelhos esfolados e dentadura em vias de renovação que se reuniam aos cantos do recreio nos intervalos das aulas?
Pois é, a angústia febril da procura, o tenho-não-tenho, a emoção angustiada do "tens prá troca?", têm qualquer coisa de anacrónico.
Não é que sejam maus rapazes, mas andam carecidos de estímulos mais fortes e adequados. (Nesta altura estou a ver o que o Nonas dirá que eles andam precisados, mas aqui não cabem brejeirices - só queria mandá-los empenhar-se em matérias mais elevadas).
Já não bastava o Eurico, agora temos o Mário e o Duarte - e daqui a pouco uma geração promissora perde-se a remexer o pó dos velhos baús familiares, e a traça das hemerotecas municipais, tudo em demanda das cadernetas esquecidas, com a energia luminosa com que os cavaleiros de Artur procuravam o Graal.
Dava um filme, desses infindáveis que a nossa televisão nos pespega aos sábados e domingos à tarde - "À Procura do Cromo Perdido".

3 Comments:

At 6:59 da tarde, Blogger a voz said...

Caro Manuel

Que venha o Nonas!
Mas é verdade que há “nisto” uma grande paixão. Uma Saudade daqueles tempos.
Mas o Duarte tem mais cadernetas do que eu… E mais “valiosas”!…

Obrigado pelo Texto.
Abraço.
Mário

 
At 7:12 da tarde, Blogger DB said...

Caro Manuel,

Esta "falta de juízo" não vai impedir as "matérias mais elevadas", descanse. Mas confesso que este regresso ao passado pelos cromos dá um gozo tremendo.

Caro Mário,

Realmente, com a pilha de cadernetas que herdei, fiquei com um conjunto enorme. Ao analisar a publicação de todas na série que iniciei, reparei que ainda vai demorar até chegar às do "meu" tempo.

Abraço.

 
At 7:27 da tarde, Blogger a voz said...

Caro Duarte
Demore o tempo que demorar. Elas que "venham"!...
Abraço
Mário

 

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